Luminitza C. Tigirlas

Luminitza C. Tigirlas

Luminitza C. Tigirlas, de origem romena, nascida no leste da Moldávia, território ocupado e anexado pelos soviéticos, é uma sobrevivente da assimilação linguística na URSS. No início de sua carreira, escreveu em romeno, sua língua materna, utilizando o alfabeto cirílico imposto pelo regime soviético na República da Moldávia antes da queda do Muro de Berlim. Sua linguagem lida com esses vestígios traumáticos. Doutora em Psicopatologia e Psicanálise pela Universidade Paris-Diderot-Paris 7, após atuar em Paris e Saint-Priest (região metropolitana de Lyon), é psicanalista trilíngue em Montpellier. Poeta e escritora em francês, publicou diversos livros de poesia, ensaios literários e obras de ficção.

O narrador destes nove contos é um homem em sua plenitude, tanto através quanto apesar das palavras que o traem, prometendo-lhe o êxtase do violino ou uma variação igualmente inédita desse mal-estar induzido pela sonoridade, onde se perde o próprio corpo através da voz, cativo de um segredo intraduzível que ressoa no ouvido. A cada tentativa de tomar forma, o narrador parece ser sempre mais uma alma atormentada, "como se", diz ele, "eu não fosse completamente inocente", lançando assim dúvidas sobre sua integridade. A linguagem guia o caminho, surpreendendo os protagonistas à beira do inexplicável, confrontando seus seres com o inesperado dentro de si mesmos e o perturbador no outro. Publicação: 1º de abril de 2025. Solicite o comunicado de imprensa.