Para o aniversário, no outono de 2020, das duas visitas do Poeta com solas de vento a Douai, minha cidade natal, escrevi *Arthur Rimbaud, um Homem Aterrorizado em Douai*, que deveria ser um livro; mas uma promessa quebrada ditou o contrário; acabou sendo publicado de forma independente, em formato de fanzine, e distribuído modestamente. Desde então, Jacques Cauda, que criou as ilustrações, ofereceu-se para publicá-lo na coleção que dirige no Douro. Aceitei, tanto por Arthur Rimbaud quanto por Douai, mas insisti que esta obra, para a qual já havia contribuído com Pascal Lenoir, Jean-Paul Gavard-Perret e Jacques Cauda — JAAAck!, como a chamo —, se tornasse mais um projeto camarada, um esforço coletivo de poesia vivida e compartilhada. Depois vieram outras colaborações para celebrar Arthur Rimbaud, o 151º aniversário da chegada, em maio de 1871, das duas Cartas do Vidente a Douai. Este não é um livro de especialistas, mas uma obra de camaradas que, cada um à sua maneira, expressam como o enfant terrible da poesia francesa, para além do mito, ainda está presente em nossas vidas, nas mesmas vidas que ele tanto esperava ver transformadas pela Poesia.







