Youcef Zirem

Youcef Zirem

Engenheiro de petróleo de formação, Youcef Zirem tornou-se jornalista após vários anos trabalhando na indústria. Seu primeiro livro, *Les Enfants du brouillard* (Filhos da Névoa), foi publicado em Paris em 1995. Desde então, publicou cerca de vinte livros, incluindo *L'Homme qui n'avait rien compris* (O Homem que Nada Compreendia), *La Porte de la mer* (A Porta do Mar), *Les Étoiles se souviennent de tout* (As Estrelas se Lembram de Tudo), *La Cinquième masquerade* (A Quinta Máscara), *Le Semeur d'amour* (O Semeador do Amor) e *Libre, comme le vent* (Livre como o Vento). Em Kabylia, uma biblioteca leva seu nome desde 2 de junho de 2020, ainda em vida. Ele viveu em Paris por quase vinte anos.

Longe de sua terra natal, um escritor pega na pena para narrar a passagem do tempo; suas experiências, com alegrias e tristezas, ao longo de dez anos. Essas palavras o ajudam a aliviar a dor do exílio. É também esta cidade, Paris, que ele ama, que lhe permite suportar as dificuldades, o banimento. Neste diário, há uma crônica serena de uma década parisiense: frequentemente aborda literatura, encontros, nostalgia, questionamentos, acontecimentos atuais na França e notícias daqueles que lutam por uma Argélia democrática. A poesia é, por vezes, o único remédio para os dias sombrios; a poesia está em toda parte, nas ruas da cidade, nos rostos das mulheres que ele ama ou que fogem. A poesia se revela um modo de ser quando um homem deseja permanecer livre e fiel aos seus princípios. Há também surpresas neste diário: os encontros inesperados do escritor com aqueles que visitam Paris, como esta foto com a Rainha da Inglaterra. Com palavras sinceras, o escritor compartilha suas leituras, suas andanças e tentativas de apreender a sempre presente possibilidade da felicidade. Pois a humanidade se adapta a tudo. Conseguimos criar um mundo interior que nos permite transcender a fúria do mundo ao nosso redor. Este diário é um belo passeio por Paris e também uma viagem às profundezas da alma de um escritor. Uma alma que se sente próxima de toda a humanidade, especialmente daqueles que mais sofrem.