Charles Delpy

Charles Delpy

Charles Delpy, uma alma errante no vasto palco do mundo, percorreu a vida não em linha reta, mas numa série sinuosa de aventuras, como um marinheiro à mercê dos ventos do destino. Mestre na arte da decadência, orador da impertinência, confrontou constantemente a diversidade de profissões, abraçando com igual fervor o suor do lavador de carros e o rigor da gráfica que fundara. Da frieza dos países nórdicos, onde improvisou como agente de vendas de tecidos franceses, à branca Argel, onde, como negociador de uma empresa italiana, desafiou o comércio de alimentos, seus passos sempre seguiram caminhos onde a glória não se encontrava. Suas peregrinações o levaram até mesmo ao outro lado do Atlântico, onde, em colaboração com o ex-senador nova-iorquino, Sr. Schwartz, empreendeu a criação de uma empresa de turismo. Assim, a alma de Delpy não foi feita para rotinas laboriosas; Como um exilado voluntário de sua própria vida, ele percorreu a terra não para escalar suas alturas, mas para explorar, com uma ironia quase terna, seus cantos esquecidos.

  • O Ponto: Um monólogo de um velho ponto de teatro na noite de sua última apresentação. Escondido sob o palco por cinquenta anos, ele confessa uma mistura de nostalgia, desprezo e revolta. Invisível para o público, esquecido pelos atores, ele viveu cada peça como um ator sombra, absorvendo as palavras e emoções dos outros. Quase cego, ele redescobre o teatro através do som, da carne das vozes, da essência dos papéis. Entre delírio e lucidez, ele medita sobre a morte, a vaidade e o desejo de finalmente ser um ator. Sozinho, diante do capuz do ponto — túmulo ou berço de palavras — ele desaparece suavemente na penumbra do teatro, murmurando que toda a sua vida se resumiu a ser aquele que dá o ponto... e é esquecido... Uma metáfora para um mundo sem pontos? A Queda Horizontal: Quatro personagens — um CEO, um médico, um operário e um sem-teto — se encontram trancados em um espaço fechado, sem sequer se lembrarem de como chegaram lá. A incompreensão e as tensões aumentam diante do absurdo da situação. O sem-teto, frequentemente ridicularizado ou ignorado, destaca-se por sua filosofia não convencional, seu distanciamento e sua lucidez... "Aqui, não há nada, mas algo está sempre acontecendo..." Os temas principais são:
  • O absurdo da existência e a busca por sentido.
  • O confronto entre conformidade e liberdade.
  • O medo da morte e a ilusão de controle.
  • Poesia e imaginação como escapes. Data de publicação: 2 de janeiro de 2026. Encomende o livro. Comunicado de imprensa.