Joëlle Pétillot
Como registrar os silêncios? Talvez ouvindo-os. O silêncio mais profundo é aquele que nos aguarda; poucos têm pressa em vivenciá-lo. Mas um silêncio impregnado de vida é feito de mil coisas, e também pode se adornar, apropriar-se dos pensamentos que inspira, dos caminhos que abre ao nosso olhar, da música que evoca e dos aromas que carrega. É uma dádiva do mundo, um sonho privilegiado porque, plenamente despertos, o absorvemos, o inalamos, o saboreamos, o destilamos. As "crônicas" nasceram dessa absorção. Mais lúdicos (embora talvez não totalmente), os curtas-metragens, breves como o título sugere, assumiram o desafio de dizer muito em poucas palavras, de preferência lúdicas: profundidade não exclui travessura. Ambas são a própria vida. Aproveite esta leitura vibrante.







