Pierre Andreani

François Prunier

Nascido no início da década de 1980 no sul da França, Pierre Andreani vagueia pelo mundo, desestruturado, obsessivo e apaixonado. Mestre em Artes, voltou-se cedo para o cinema experimental, seguindo os passos da escola francesa. É diretor da editora Milagro, bem como da Région centrale, uma revista online publicada de forma irregular. Suas publicações mais recentes incluem: *L'écœuré parlant*, publicado pela Éditions du Contentieux, 2019; e *Hormis la joie*, seguido por *Neuf sonnets parallèles*, publicado pela Sous le sceau du Tabellion, 2021.


“Às vezes vejo homenzinhos estranhos e maltrapilhos que falam com chiclete na boca e com dificuldade, e que realizam ações cujo simbolismo me escapa completamente.” Em algum lugar entre Stephen King e Isidore Ducasse, repleto de confissões sórdidas e ditirambos duvidosos e oníricos, Monólogo à la Lantern puxa o fio de uma amarga loucura, a jornada de um louco incapaz de agir segundo seus impulsos. Numa era literalmente desfigurada pela benevolência, ainda temos o direito de escrever um livro de ressentimento?