O biólogo Henri Laborit disse sobre a humanidade que somos "uma espécie em que cada elemento sofre, individualmente ou em grupo, sem compreender que é de dentro de nós que esse sofrimento nasce, floresce e se espalha pelo mundo". Em seu romance "O Tempo Que Não É", Rémi Caspar apresenta personagens com traços multifacetados, tanto ternos quanto ásperos. Como "para-raios", eles compartilham uma certa propensão para complicar a vida dos outros ou, mais especificamente, a sua própria. Com seu humor sutil, às vezes mordaz, até mesmo absurdo, o autor nos confronta, de certa forma, com as complexidades da nossa sociedade.






