A Terra gira, sim, disso não há dúvida. Desde a primeira volta do primeiro dia. Sem hesitar. No ciclo infernal da indiferença absoluta. As coisas florescem e perecem em toda parte a uma velocidade vertiginosa, com grande alarde ou em segredo. Cada dia destrói o anterior com um único raio de sol. E as noites purificam as "paredes da vergonha embebidas em sangue". Tudo parece pronto para a ressaca. Mas em "uma praia de sonhos mediterrâneos, crianças mergulham, brincam e se divertem". Gire o carrossel! A vida está lá, tecendo seu caminho entre os poemas para uma ressurreição. Henri Estèbe: "Eu rompi a unidade do tempo, que não importa mais. Na grande convulsão da vida, brinco com as horas como uma criança."







