Sabemos tão pouco uns sobre os outros.
Uma família. Personagens cativantes e marcantes que, ao longo de gerações, nos levam do Périgord a Lyon, da Borgonha à Provença, e nos conduzem à década de 1950. É o início dos "eventos na Argélia". Gilbert, um advogado imbuído dos ideais humanistas de sua avó, conhece Monique em Marselha, uma sindicalista e comunista como o pai. Eles se casam. Ela ajuda argelinos que lhe contam sobre a luta pela independência do país. O jovem casal, profundamente comprometido com a justiça e os valores fundamentais da nossa República, decide se mudar para lá. Eles descobrem um país magnífico, forjam amizades com trabalhadores comuns — muçulmanos, cristãos, judeus — confrontados com os horrores da guerra… Sairão ilesos? Na França, sessenta anos após a independência da Argélia, a mídia aborda constantemente a ainda difícil e dolorosa relação franco-argelina. A ferida não cicatrizou. Mas será que nos conhecemos melhor hoje do que ontem? Com este romance, Adel Monchaoui e Régine Laprade pretendem revelar o que muitos de nós ainda ignoramos. Costumava-se dizer: "A Argélia é França". No entanto, na terra da igualdade, duas comunidades distintas coexistiam com direitos diferentes. O que realmente sabemos sobre essa guerra, sobre eventos silenciados e mantidos em segredo? O silêncio começa a ser quebrado. Infelizmente, muitas testemunhas já faleceram. As gerações atuais, nem culpadas nem responsáveis, exigem ouvir a história contada de forma diferente, não através de realidades truncadas, ocultas e distorcidas, moldadas por uma mentalidade racista e ressentida que continua a dividir as pessoas, levando à ignorância mútua.
Akli - Um berbere em meio à turbulência
Este romance conta a história de um jovem berbere, um homem orgulhoso, corajoso e determinado, devotado à justiça e à liberdade. Ele poderia ter nascido em outro lugar, entre outro povo, em outro país. Não importa. Ele é o alter ego deles; a história seria a mesma. Ele vem de uma pequena e pobre aldeia situada na encosta de uma montanha. Seu pai lhe ensinou que, na escola, é preciso se esforçar para ser o primeiro, que a educação é um baluarte contra a pobreza. Akli vê isso como um desafio. Ele é o primeiro. Seu pai morre. Agora, cabe a ele trabalhar para sustentar a família. Ele precisa esquecer a escola. Os acontecimentos conspiram contra ele. Akli se vê envolvido em um turbilhão de problemas e desastres. Mesmo assim, ele não se esqueceu do desafio, dos princípios que seu pai lhe ensinou. Terá ele a força, a coragem e a sorte para superar tudo isso? Qual será a sua luta para vencer todas as dificuldades? Neste romance, os autores retratam meticulosamente a sociedade berbere, seus costumes e o orgulho de seu povo. Os diálogos e o cotidiano, narrados com atenção aos detalhes, oferecem o prazer da leitura, além do apelo visual que evocam. Em última análise, confrontam o leitor com realidades que são, infelizmente, universais: pobreza, corrupção, o poder do dinheiro, liberdades roubadas e confiscadas, desigualdade… e também dogmatismo religioso e outras formas de extremismo que levam a todo tipo de abuso. No entanto, este romance busca o otimismo. Presta homenagem a homens e mulheres honestos, de mente aberta, humanos e compassivos que estendem a mão aos mais fracos e desamparados, àqueles que arriscam a vida para sobreviver.







