Podemos ir, Jean, o caminho está livre, a bagagem está despachada. Em cadernos empilhados, as memórias pegaram o trem. Hélène, a vida é uma ferrovia; os trilhos se cruzam para convergir no coração de nossas cabines de sinalização. Lá dentro, todos são sobreviventes todos os dias. Desses mundos desaparecidos — infância, juventude, tropeços e graças — a música permanece. As palavras rolam como pedras ao ritmo de nossas histórias, vividas, interrompidas, sonhadas, em um livro de viagens a dois.







