Eric Tessier

Eric Tessier

Eric Tessier nasceu em Chatou, a terra dos animais selvagens. Publicou 25 livros (romances, coletâneas de contos, biografias musicais), fundou e dirigiu a extinta revista literária La Nef des Fous, a editora homônima, bem como a Nos éditions Folles. Embora a literatura sempre tenha sido seu meio de expressão preferido, também trabalhou em outras áreas – não é por acaso que, no dia do seu nascimento, toda Chatou se reuniu para comemorar: cinema como produtor de filmes underground e rádio com o programa Place Aux Fous na Radio Libertaire.

Pauline e os Manuscritos Tebanos, ou Édipo no Século XXI. Seria Pauline um Édipo? Seria Jocasta, a mãe de Édipo? Ou ambos? Sua história se desenrola como um espelho, ecoando o mito antigo, e Paris, outro personagem importante do livro, é transformado, sob o brilho sombrio das luzes de néon, em uma Tebas moderna. E se Édipo desconhecia a maldição que o atingiu ao nascer — matar o próprio pai e casar-se com a própria mãe —, será o mesmo de Pauline? É em seus últimos dias que a resposta a essa pergunta é revelada. Além das aparências, emerge a semelhança dos destinos entre os diferentes protagonistas, suas jornadas se cruzando, se misturando, se entrelaçando, levando ao mesmo fim inevitável. E talvez, entre Nation e Croix-de-Chavaux, ou no ônibus 127, seja o próprio Sófocles sentado em frente a Pauline. Data de publicação: 1º de abril de 2025. Encomende o livro. Comunicado de imprensa.

Após *O Êxtase do Predador*, aqui está a segunda parte das aventuras de Monsieur. *Os Anos Clandestinos* narra um dos possíveis caminhos que o povo francês poderia ter trilhado em 1789 e nos anos seguintes, caso os poderes políticos e econômicos não o tivessem impedido. "A burguesia sabia perfeitamente o que queria", disse Pierre Kropotkin em seu livro de 1909, *A Grande Revolução*. Tratava-se de tomar o lugar da monarquia e subjugar os franceses para seu próprio benefício. *Os Anos Clandestinos* representa aquele momento de suspense em que tudo ainda podia culminar em uma verdadeira revolução. O momento em que a anarquia poderia existir. Trata-se de anarquia real, não da caricatura patética comumente retratada. Então, *Os Anos Clandestinos*: um livro político? Sim, absolutamente. Um livro de esperança? Sim, mesmo que a história narre um fracasso. Mas a prática leva à perfeição. Um livro subversivo? Sim, certamente, esse é o seu propósito. Um romance de aventura? Sim, claro, sendo um verdadeiro herdeiro da era de ouro dos romances seriados. Um romance erótico? Sim, sem dúvida. Erótico como o próprio Marquês Divino. Um livro de libertação? Sim, na medida em que, através desse erotismo, ataca os padrões clássicos de papéis tradicionalmente atribuídos a cada sexo — muito, muito além de um mero catálogo de fantasias sexuais. Um livro de luta? Sim, absolutamente. Cada palavra foi escrita com uma caneta mergulhada em nitroglicerina para que, se algo restar, seja tão perigoso no futuro quanto era quando foi escrito. Perigoso e odiado por todos os poderes. Irredimível. Para sempre. Data de publicação: 1º de maio de 2023. Encomende já.

Um livro ardente e incendiário, que, após sua publicação inicial em 2006, foi queimado. Literalmente. Reduzido a cinzas pelas chamas acesas por alguma mente perturbada pelo que lera. Uma presença malévola para uma mulher, Monsieur, a personagem central deste texto. Uma personificação do mal tão insuportável que só o fogo poderia destruí-lo. Ou tentar destruí-lo. Pois aqui está ele novamente, ainda vivo, revigorado. O êxtase do predador, "um caleidoscópio ultraviolento à la Burgess-Sadian, à la Wittkop quando não à la Lautréamont", como escreveu um crítico na época, ressurge de suas cinzas. Se o fogo físico causado pela mão que riscou o fósforo para destruir as páginas foi extinto, o fogo interno do texto continua sua chama inexorável. Insubmisso. Orgulhoso de ter resistido — e vencido — o auto de fé. Quantos textos contemporâneos foram vítimas disso? Data de publicação: 1 de abril de 2021. Encomende já!