Em meio a líquidos vitais e instáveis, onde o tempo se estica e se contrai, a narrativa impressionista de Debora Stein nos mergulha em um recanto onírico. Entre o sono e a vigília, cativos de uma fenda primordial, expansivos do infinitamente grande ao infinitamente pequeno, abraçamos um ciclo de metamorfoses, no qual nos tornamos, alternadamente, uma bactéria, um peixe ou um caranguejo. Ou uma letra de um alfabeto original. A canção visionária da artista visual, uma voz experimental de uma jornada iniciática íntima, nos conduz à energia das células-tronco: um lugar de todas as possibilidades, onde espaço e tempo se dissolvem. Anna-Maria Celli







